1 de jun de 2016

Parque estadual de Morro do Chapéu ganha inventário via Edital do IPAC

Foto: Ascom / IPAC

O parque estadual de Morro do Chapéu tem agora um novo inventário dos seus bens arqueológicos. Trata-se do projeto ‘Inventário de locais com vestígios arqueológicos de Morro do Chapéu’, elaborado pelo grupo de pesquisa Bahia Arqueológica e coordenado pelo conceituado arqueólogo e professor da Universidade Federal da Bahia, Carlos Etchevarne. O projeto é vencedor dos Editais da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), sob coordenação do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). O investimento foi de R$ 99,6 mil do Fundo de Cultura da Bahia.

De acordo com o arqueólogo Carlos Etchevarne, o conhecimento prévio possibilitou avaliação rápida do potencial dos locais com vestígios arqueológicos. A ideia é que com o inventário novas diretrizes de atuação no campo da preservação, gestão e educação para o parque possam ser adotadas. “A proposta está relacionada com o histórico de ações patrimoniais e participação de pessoas da região, o que facilitou o trabalho”, diz Etchevarne. O inventário pode fornecer subsídios para o estabelecimento de diretrizes de outras ações de preservação do patrimônio cultural na região.

POLÍTICA PÚBLICA – “Os editais da SecultBA atendem amplo espectro da cultura baiana, apoiando projetos arquitetônicos, de urbanismo, obras de restauro, livros, sites, inventários, educação patrimonial e até videodocumentários”, destaca o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira. Segundo ele, a ferramenta dos editais possibilita que especialistas das mais variadas áreas do conhecimento participem de forma efetiva da política pública de proteção aos bens culturais, materiais e imateriais. Os editais da SecultBA são coordenados pela superintendência de Promoção da Cultura (Suprocult).

Com território formado há 1,7 bilhão de anos, a Chapada detém as maiores altitudes do Nordeste e enorme variedade ambiental. Além dos bens naturais, a região tem acervo arquitetônico-urbanístico dos séculos XVIII, XIX e XX. Já o parque do Morro do Chapéu está em região de elevado significado cênico/turístico da Chapada. Ele foi criado 1998 para proteger espécies de animais raras e ameaçadas de extinção, preservar a vegetação, campo rupestre, o cerrado/caatinga e os sítios arqueológicos. Com área estimada em 46 mil hectares, o parque faz parte da bacia hidrográfica do Rio Paraguaçu.

Conheça mais na publicação ‘Patrimônio Arqueológico da Bahia’ da SEI disponível no site do IPAC: http://goo.gl/dpppP5Mais informações sobre editais na Astec, via telefone (71) 3117-7482 e editais.ipac@ipac.ba.gov.brAcesse o site www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, twitter ‘@ipac_ba’ e instagram ‘@ipac.patrimonio’.

Assessoria de Comunicação – IPAC
Jornalista responsável Geraldo Aragão (DRT-BA nº 1498)
Texto-base e entrevistas: Newton Soares (estagiário Jornalismo)

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