29 de out. de 2021

#Coluna #ElucubrandoHoje #AnaPaulaDuarte - Retornar a sala de aula me fez sentir novamente o peso dessa palavra P R O F E S S O R A

A profissão que professo. Trabalho. Estudo. Encontro dificuldades e desafios.

Me fiz professora. Sim, me fiz. Por que para vencer o primeiro processo, a graduação, eu precisei me vencer primeiro, me desafiar e acreditar. E de nenhuma forma foi um percurso solitário. Tive e tenho tantas pessoas pelo caminho. Houve quem me ajudou e teve quem me disse não. E ambas as situações tiveram importância e contribuíram para o meu crescimento.
Agradeço a pessoa mais importante nesse caminhar: a minha mãe, que me criou na luta e me ensinou a ser honesta, verdadeira e leal.

Agradeço em segundo às demais pessoas que cruzaram o meu caminho, acredito que fui grata a minha maneira e no tempo certo. Tanto a quem ficou quanto a quem partiu...a vida é como uma estação rodoviária.

 

Agradeço aos educandos e educandas que cruzaram e cruzam o meu caminho, sempre me tornando um ser melhor e me humanizando.

O peso social da palavra PROFESSORA é por tantas vezes difícil de carregar, mas eu não arrego, me junto a outras pessoas, pois é no coletivo que a gente reparte, desabafa, ri e sente mais leveza.

Outras vezes a gente se desfaz também daquilo ou daqueles que pesam, das toxidades que encontramos e que a sociedade insiste em normalizar.

Mas que bom que há quem não normalize, quem insurja.

Ser professora é insurgir em tantas coisas...

Voltar pra sala de aula me fez sentir tantas coisas,
Que o peso social pouco me importa.

Quero poder fazer o meu principal papel: humanizar e perguntar, poder democratizar o conhecimento e seguir acreditando nas pessoas, apesar das maldades do mundo.

Eu não vou parar.

Serei grata sempre, mas a gratidão jamais me fará refém de nada.

Serei fiel ao que acredito, sem a intransigência dogmática das verdades absolutas.

Dizendo sim para mim, para os meus sonhos e me abrindo às novas perspectivas. Corajosa e honesta com o que sinto, fiel as minhas vontades.

E insurgente, sim. Por que essa característica se faz mais que necessária neste tempo histórico.

Já não me me recordo do peso e bordo no peito o orgulho que sinto:


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