26 de set de 2018

Marcha em prol de melhorias em São Francisco do Conde atrai servidores da Educação



Na manhã desta terça-feira, 25 de setembro, servidores públicos do município de São Francisco do Conde uniram-se na entrada da cidade. O sentido da classe é continuar reivindicando por valorizações devidas aos profissionais, principalmente na área de Educação.

O prefeito da cidade, Evandro Almeida, esteve presente no ato praticamente quase desde o início do mesmo. Depois de brados e gritos como “Queremos Solução” e “Não viemos machucar, não viemos ofender, viemos para a educação melhorar”, sucedeu uma série de explicações por parte do prefeito.

“A gente tem que conversar sobre essas pautas. Um dos problemas é o transporte. E foi falado sobre cortar despesas. Terá um novo orçamento a partir de janeiro. E quando teve o concurso, não havia transporte. A partir das reuniões, ter que ver o que está faltando para atender. Mas está tudo sob controle. Alguém da Comissão tem que conversar. Eu soube que estava tendo a movimentação na entrada da cidade e vim. As escolas estão com diversos problemas também. Têm coisas que não podemos mexer agora. Têm muitos projetos sociais, eu não posso sacrificar o povo de São Francisco do Conde. Ter que ver com o secretário. Se puder ter cortes, corto onde for possível. Licitações têm impugnações. Tem empresa que não atende pra prestar um serviço”.

Algumas paralisações têm acontecido no município. A insatisfação toma conta não apenas da categoria educacional. Porém, na data vigente as principais pautas são o reajuste salarial de acordo data base 2018; a volta da folga semanal para os agentes de apoio educacional, já que os outros profissionais da área têm essa folga e a resolução sobre o transporte, que foi retirado há poucas semanas para as cidades de Salvador e Santo Amaro.

O professor de História Diego Roberto opinou sobre o momento. “A gente tem passado por instantes no país de situações precárias. Aqui no município estamos sem reajuste salarial, o transporte foi retirado. Os agentes de apoio educacional necessitam de folga, são profissionais de educação como todos nós. Queremos uma Educação valorizada dentro de um projeto também estadual e federal. A Educação precisa ser base de construção do país. O Ministério Público é um órgão que pretende ser fiscalizatório do que temos sofrido desde que adentramos a rede. Não estamos tomando o emprego dos habitantes. Temos a intenção de estar ao lado da população para o crescimento do município. quanto ao estágio probatório, é uma etapa do processo onde tem que haver lisura da burocracia".
Em complemento, outro professor discerniu sobre o assunto. “A principal condição é a qualidade do trabalho. Outras categorias deveriam estar presentes. E para esse movimento crescer falta pressionar a prefeitura. Pra fortalecer mais. Em prol do coletivo," explicou Vinicius Diego, professor de Educação Física. Seu colega, Diego Roberto, ainda ressaltou que a etapa é para que entendamos a realidade do funcionalismo no qual adentramos. Que não é justificativa para cruzarmos os braços e aceitar qualquer atitude que vá de encontro à educação de qualidade, ou que se perceba tentativa de barrar o desenvolvimento da população. Por fim, se mostrou feliz pelo crescimento do movimento e por acreditar no bom senso da gestão pública.

Também participante da Marcha, o agente de apoio Paulo Rios enfatizou como é desmotivante para o trabalhador não ter folga. O presidente do Sindsefran (Sindicato dos Servidores de São Francisco do Conde) também estava presente.

A Marcha deu continuidade até chegar à Secretaria de Educação (Seduc). Um microfone foi aberto e vários participantes se manifestaram expressando que não é vontade que o povo franciscano fique desempregado. Que a crise está em todos os lugares. E que há de se ter cuidado de onde corta. Mas sem transporte, como o profissional chega? Já que há lugares de difícil acesso. Com o sofrimento dos profissionais, o povo sofre junto. Tem efetivo, tem contratado, mas na folha dos concursados não tem entrado. E transporte é qualidade de vida. Outra reclamação foi acerca do enquadramento. Por que há desigualdade entre as categorias de uma mesma área? Como anda o repasse? Espera-se que a prefeitura apresente uma contra proposta. Sem transporte os alunos também saem prejudicados. A professora Suziane Nascimento declarou que o movimento pela Educação é para aprimorar. E foram acrescidas também falas sobre a saúde do trabalhador, sobre investimentos feitos onde não há resultados, e uma apresentação de uma categoria adoecida, trabalhando em salas quentes, por exemplo.

O secretário Marivaldo do Amaral, por fim, reuniu-se com os educandos no auditório da Seduc. Ficou de se encontrar com os gestores para saber se terá viabilidade da folga e que até dia 05 de outubro dá uma resposta. Sobre o transporte haverá uma conversa com a prefeitura.
Ficou decidido que dia 27 de setembro haverá uma Assembleia. Afinal, de onde tirar dinheiro de forma que não prejudique a gestão pública? Como beneficiar a população? Vão atender necessidades básicas dos trabalhadores? Queremos soluções.

Enviado pela jornalista Laísa Melo

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