21 de jan de 2018

Em cada verso que faço, deixo um pedaço de mim!

Xilogravura – “O Poeta Escrevendo” da Lira Nordestina. Disponível em: https://gramatologia.blogspot.com.br/…/como-fazer-um-cordel…

Mote – Poetisa Dulce Esteves 
Glosa – Nivaldo CruzCredo


Poeta é bicho ‘doidado’
Disso ninguém duvide,
No apronte ou no revide
Ele faz o seu traçado,
Manda bem o seu recado
Tudo tintim por tintim,
Eu mesmo com o meu traço
Em Cada Verso Que Faço,
Deixo Um Pedaço De Mim!

Falo do sol e da lua,
Dos de dentro e de fora,
Do ontem e do agora,
Falo da casa e da rua,
Do doce de Alfenim,
Dos velhos, dos ‘bacurim’,
Falo mesmo sem cansaço,
Em Cada Verso Que Faço,
Deixo Um Pedaço De Mim!

Falo do meu sertão
E de quem nele habita,
Da natureza bonita,
Dos tempos de ‘sofridão’,
Da seca bruta do Cão,
Do tal político ruim,
Do princípio e do fim,
Tudo régua e compasso,
Em Cada Verso Que Faço,
Deixo Um Pedaço De Mim!


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