1 de ago de 2016

Documentário inspirado na coleção de instrumentos musicais de Emília Biancardi estreia dia 2 de agosto

Entrevista com Prof. Milton Moura | Foto Bárbara Jardim

Música, cultura e tradição integram o documentário “Do Corpo à Caxirola - uma viagem pelos instrumentos tradicionais brasileiros”, que será lançado no dia 2 de agosto (terça), às 19h, na sala de arte do cinema do Museu Geológico da Bahia. O filme é inspirado na coleção de instrumentos tradicionais reunidos pela etnomusicóloga e pesquisadora de Música Folclórica Brasileira, Emília Biancardi, que conta com mais de mil peças em seu acervo no Centro Cultural Solar Ferrão do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e está aberto para visitação gratuita.

Com roteiro e direção assinados pela cineasta Sophia Mídian, a produção foi aprovada no edital setorial de museus do Fundo de Cultura, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) e IPAC. O evento, que é aberto ao público, contará ainda com uma apresentação da Orquestra Popular Sambagolá, que mescla elementos da música erudita, jazz, ritmos do candomblé e do samba-rural.



O documentário dá continuidade à pesquisa iniciada pela diretora em parceria com a pesquisadora colombiana Maria Gabriela Gomez e a produtora executiva do projeto, Gina Reis, durante o Mestrado no Programa Multidiscilplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da UFBA, onde foram colegas de turma. A pesquisa investiga as atualizações da música tradicional na contemporaneidade e tem como objetivo provocar uma reflexão sobre a importância da manutenção das tradições e de sua valorização. O filme será utilizado como material didático em escolas e acervo de pesquisa em universidades e demais instituições, além de ser remetido a festivais de cinema nacionais e internacionais e prever a exibição em tevês públicas.

O filme também propõe discutir processos criativos, resgatar expressividades musicais na cultura popular e refletir a indústria cultural no campo da música. Entre os convidados que participam do filme estão a etnomusicóloga Emília Biancardi e o músico Carlinhos Brown,homenageado por Emília na criação do Caxixi Brown. Também fizeram parte do documentáriolideranças e integrantes da banda Olodum; os professores Dr. Milton Moura (UFBA) e Juan Carlos Peña (Universidade Estadual do Amazonas); o povoado de Mundo Novo, representando o samba chula;  e comunidades indígenas da região Amazônica, na fronteira entre Brasil e Colômbia.

SOLAR FERRÃO - A riqueza da coleção de instrumentos musicais de Emília Biancardi serve de mote para o propósito do filme em investigar a relação de artistas com a criação e de um povo com a expressividade musical, em que o instrumento é o meio pelo qual a comunicação ocorre.  Compõem o acervo do Centro Cultural Solar Ferrão mais de 1.000 peças coletadas ao redor do mundo, provenientes das mais diversas culturas materiais.

O acervo abriga ainda instrumentos elaborados e recriados pela pesquisadora para seus próprios projetos e espetáculos, com os quais ela rege, por exemplo, a Orquestra Museofônica da Bahia, composta por funcionários do Solar Ferrão. “Seja conservando resquícios de sua originalidade ou sofrendo sofisticações e apropriações, o instrumento musical atravessa o tempo”, destaca a diretora Sophia Mídian.

Para visitar a exposição permanente de Emília Biancardi, basta ir ao Centro Cultural Solar Ferrão/IPAC (Rua Gregório de Mattos, n° 45 - 71 3116.6743), Pelourinho, de terça-feira à sexta-feira, das 12h às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h, com entrada gratuita.
            
SERVIÇO:
O QUE: Lançamento do Documentário "Do Corpo à Caxirola"
QUANDO: 2 de agosto (terça-feira), às 19h
ONDE: Sala de Arte do Cinema do Museu Geológico da Bahia ( Av. Sete de Setembro, 2195 - Vitória)
VALOR: Aberto ao público – Confirmação de presença através do endereço eletrônico:doccorpo.caxirola@gmail.com

Sobre Emília Biancardi

Compositora, etnomusicóloga, professora e pesquisadora da música folclórica brasileira, Emília Biancardi é especialista nas manifestações tradicionais da Bahia. Responsável pela Coleção de Instrumentos Musicais Tradicionais, acervo que compreende mais de 1000 instrumentos oriundos dos cinco continentes Nascida em Salvador, viveu sua infância e parte da adolescência em Vitória da Conquista, interior do Estado, o que lhe proporcionou os primeiros contatos com as manifestações populares que, desde então, a fascinavam. Em 1962 criou o grupo "VIVA BAHIA", o primeiro e mais importante grupo parafolclórico do Brasil, na época. Levando para os palcos do mundo inteiro a materialização de incansável pesquisa do repertório musical afro-baiano.

Perfeccionista ao extremo, a professora Emília Biancardi sempre procurou expressar nos seus espetáculos o que de mais genuíno existia na cultura baiana. Para a formação dos seus alunos, reuniu os melhores representantes das manifestações culturais de Salvador e do Recôncavo Baiano. Como professora do Colégio Estadual Severino Vieira, Biancardi idealizou, em 1968, a Orquestra Afro-Brasileira, usando instrumentos tradicionais, e outros criados e confeccionados por ela e pelos alunos. Criou e dirigiu por 10 anos a Fundação Yabás Arte Brasil em Woodstock-Nova Iorque, EUA. Compõe músicas para balés e peças de teatro, aplicando os conhecimentos adquiridos através de pesquisas da música folclórica rural e urbana. Tem seis livros publicados ("Lindro Amo", 1968; "Cantorias da Bahia", 1969; "Viva Bahia Canta", 1970; "Dança da Peiga", 1983; "Olelê Maculelê", 1990 e "Raízes Musicais da Bahia", 2001), além de textos sobre a música tradicional publicados em livros e revistas no Brasil e exterior. Lançou três LPs pela Philips do Brasil ("Viva Bahia nº. 1", "Viva Bahia nº. 2" e "Folclore Rural") e um Cd pelo Club House Studio Germantown, Nova Iorque, EUA.

Fotógrafo: Bárbara Jardim/Divulgação
Assessoria de Comunicação – IPAC, em 29.07.2016
Jornalista responsável Geraldo Aragão (DRT-BA nº 1498)
Coordenação de Jornalismo e Edição: Marco Cerqueira (DRT-BA nº 1851)

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