4 de mar de 2016

O comando do trá


Sim, na procedência do carnaval, segue a Micareta de Feira. Para quem não gosta da folia, cabem as escolhas: viajar ou ficar em casa. Qualquer outra opção de lazer na cidade vai esbarrar nas lavagens, feijoadas, esquentes e bares.

Para quem fica, já é sabido. Ou não se sabe: pipocão, bloco ou camarote? Há opções, até que se anunciem as atrações. Dentre as divas, musos e bandas, uma atração que pode aparecer em Feira de Santana esse ano é a Banda Vingadora, revelação do Carnaval.

Apesar da polêmica, “Paredão Metralhadora” foi uma das músicas mais executadas no carnaval de Salvador. Tays Reis, vocalista da banda, disse recentemente em um blog: “Tem gente que gosta de polemizar mesmo dizendo que faz apologia ao crime, mas a gente consegue provar que não. Hoje, graças a Deus, o coronel geral daqui da Polícia Militar enviou uma nota dizendo que não tem nada a ver e que tem vários artistas cantando, e a gente faz homenagem ao paredão de som”.

Uma coisa é certa. Uma música que tem no seu refrão como maioria das palavras a nomenclatura “trá” caiu no gosto do povo. Dentre outras músicas apresentadas, não tenho explicação porque os refrões grudes do carnaval fazem um grande sucesso entre os foliões.

Ivete Sangalo não concordou com quem dizia que a música podia enaltecer o crime, disse que a música é leve, que quem é de paz não vai mudar por causa da música. Já Saulo Fernandes se pronunciou e disse que não executaria a música. O que não fez diferença, devido à quantidade de vezes que a canção foi tocada.

            A festa está chegando. O paredão, o grave, o médio e a corneta devem fazer barulho no Maneca Ferreira. A cadência de corpos será mais uma vez vista, como acontece todos os anos. No comando, prima-se pelo desejo de paz.


Por Laísa Melo.


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