5 de dez de 2015

IPAC inicia neste sábado (05/12) campanha de 30 anos do Centro Histórico como Patrimônio da Humanidade



Há 30 anos atrás, no dia 5 de dezembro a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) concedeu a chancela de ‘Patrimônio da Humanidade’ ao Centro Histórico de Salvador (CHS). A região detém o maior conjunto arquitetônico-histórico barroco de herança europeia das Américas. Para comemorar a passagem da data, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), da secretaria de Cultura do Estado (SecultBA) inicia neste dia 05 de dezembro, uma campanha de Mídias Sociais sobre o tema.

A marca (acima) foi criada pela equipe de designers do IPAC, numa reinterpretação de casas do conjunto do CHS. “A campanha ressalta não somente a importância desse reconhecimento internacional da UNESCO/ONU, como também, a necessidade de se discutir e repensar o impacto dessa chancela, os problemas que não foram resolvidos para essa importante área, dentre outras questões”, alerta o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira.

GOVERNO FEDERAL – O CHS é tombado pelo governo federal via Ministério da Cultura (MinC) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). “Mesmo sendo uma área constitucionalmente de responsabilidade da Prefeitura do salvador e não sendo tombado pelo IPAC, o Estado tem grandes ações nessa área, envolvendo seis secretarias e dezenas de órgãos estaduais”, diz João Carlos.

Desenvolvem serviços no CHS, as secretarias estaduais de Cultura, Turismo, Desenvolvimento Urbano, Saúde e Segurança Pública, além dos seus órgãos vinculados. Mesmo não tendo tombado a área, o IPAC já efetuou centenas de restaurações de casas e monumentos. Desde a 1ª etapa de Recuperação do CHS nas décadas de 1980 e 1990, até os restauros do palácio Rio Branco, Casa das Sete Mortes, Oratório do Pascoal, igrejas do Boqueirão, Pilar e Rosário dos Pretos, dentre outros imóveis.  

O IPAC apoia ainda a Festa de Santa Bárbara e desenvolve a política pública de ocupação de 200 imóveis no Pelourinho. É o IPAC também que administra e faz a programação dos museus estaduais no Pelourinho, como Tempostal, Udo Knoff e Solar Ferrão, está responsável pela Praça das Artes e dois dos principais estacionamentos do Pelourinho.

PARCERIA – Para repensar a questão do CHS e as políticas de proteção aos bens culturais – materiais e imateriais – da Bahia o IPAC está desenvolvendo um convênio com a UNESCO. "Será um trabalho baseado em troca de conteúdos, expertises técnicas e ações conjuntas", explica João Carlos. O diretor do IPAC, já esteve em Brasília em reunião com coordenadora do Setor de Cultura da UNESCO no Brasil, Patrícia Reis de Matos Braz, para tratar dessa articulação. A coordenadora também já esteve no IPAC, em Salvador, para fechar essas propostas.

A chancela de 'Patrimônio da Humanidade' da UNESCO para o Centro Histórico da capital baiana foi concedida em 1985. A inscrição ratificou o tombamento do conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico do CHS feito pelo IPHAN/MinC, no ano anterior, em 1984. A UNESCO é vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU) e foi fundada após a 2ª Guerra Mundial. A sua sede fica em Paris, na França. Novas parcerias entre UNESCO e IPAC serão anunciadas no primeiro semestre de 2016. Fique informado no site www.ipac.ba.gov.br, no Facebook ‘Ipacba Patrimônio’ e Twitter @ipac_ba.
  
Assessoria de Comunicação – IPAC
Jornalista responsável Geraldo Moniz de Aragão (DRT-BA nº 1498)

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