O material coletado por equipe da Universidade Federal da
Bahia (Ufba), desde setembro (2013) em escavações na Serra das Paridas – sítio arqueológico
no município de Lençóis, a 472 km de Salvador – já está sendo pesquisado e analisado.
Foram descobertos vestígios orgânicos - a exemplo de fragmentos de ossos de
pequenos animais, como roedores e aves (alguns com marcas de fogo), além de
caramujos, conhecidos como gastrópodos. Dos vestígios inorgânicos, apareceram objetos
lascados, produzidos, provavelmente, para confecção de instrumentos de uso
diário, em arenito (pedra) local. Depois das pesquisas o material coletado
retorna ao município.
As atividades integram o projeto `Circuitos Arqueológicos´
da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), realizado graças a
convênio entre o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) e o
departamento de Antropologia da Ufba, em parceria com 12 prefeituras da Chapada
Diamantina (Iraquara, Lençóis, Morro do Chapéu, Palmeiras, Wagner, Seabra,
Boninal, Ibicoara, Piatã, Mucugê, Andaraí e Utinga). Criado em 2010, os
‘Circuitos’ propõem ações Desenvolvimento Econômico Sustentável para municípios
dessa região central da Bahia a partir de roteiros culturais e naturais.
MILHÕES DE ANOS – Com território
formado há 1,7 bilhão de anos, a Chapada detém as maiores altitudes do Nordeste
brasileiro e enorme variedade ambiental. Além dos bens naturais, a região tem
acervo arquitetônico-urbanístico dos séculos XVIII, XIX e XX. “A proposta é
preservar e promover os bens – materiais e imateriais – e arqueológicos
existentes, articulando poderes públicos, instituições culturais e acadêmicas,
e a sociedade”, lembra a coordenadora de Articulação e Difusão (Coad) do IPAC,
Carolina Passos.
Até agora, o projeto sensibilizou 1,8 mil pessoas, treinou
450 multiplicadores, mapeou 67 sítios de pinturas rupestres, promoveu 43
oficinas, resultando em nove roteiros de visitação e seis exposições na região.
Na primeira etapa, foram realizados ainda o Seminário Internacional de Arte
Rupestre com estudiosos franceses e a renomada arqueóloga Niéde Guidon, o 5º
Seminário de Arte Rupestre e a 3ª Reunião da Associação Brasileira de Arte
Rupestre. Em 2011, foi montada a exposição dos Circuitos em Salvador, no
Pelourinho. Na segunda etapa, estão sendo promovidas escavações nos sítios e
ações de educação patrimonial. Outros dados são obtidos na Coad/IPAC via
telefone (71) 3116-6945 ou endereço eletrônico coad.ipac@ipac.ba.gov.br.
Mais informações via site www.ipac.ba.gov.br, Facebook Ipacba Patrimônio e Twitter
@ipac_ba.
Jornalista responsável Geraldo Moniz (DRT-BA
nº 1498)
Texto-base: Djalma Júnior - Estagiário de
jornalismo
Edição: Silvana Malta (coordenadora de
jornalismo – DRT-BA nº 1907)
Fonte: Assessoria de Comunicação – IPAC, em 01.11.2013


0 Comentários
Comente aqui