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21 de fev. de 2020

Sem “mulata” ou “nega maluca”: jornalistas fazem cartilha para orientar a imprensa durante o carnaval


Um carnaval com conteúdo divertido, mas sem racismo. Duas jornalistas, Helaine Martins e Karoline
Gomes resolveram dar uma forcinha aos jornalistas para que o carnaval além de preservar a
diversidade e tradição tenha um conteúdo antirracista.

As duas, que fazem parte do projeto Entreviste um Negro criaram uma cartilha por meio de uma
postagem no Instagram com 5 dicas para uma cobertura jornalística livre de racismo. “Nós
apontamos os erros mais comuns nessa época e explicamos por que eles são problemáticos. Sempre
indicando caminhos para evitá-los, como entrevistar especialistas negros e racializar as pautas”,
contam.




O conteúdo tem orientações jornalísticas, exemplos positivos e negativos publicados nos mais
diversos veículos em anos anteriores e indicação de fontes especialistas – todos pesquisadores
negros sobre samba, carnaval e cultura popular.

Entre os erros apontados pelas jornalistas, estão casos como o uso do termo “mulata” para se referir
às mulheres negras, especialmente passistas, e a publicação de imagens racistas, como fantasias de
nega maluca e black face.

A cartilha, no entanto, também vale para o resto do ano. Para além do carnaval, dicas como não
reforçar estereótipos e produzir pautas partindo de uma perspectiva racial são determinantes para se
acabar com a difusão de um discurso fortemente racista e naturalizado na imprensa. “Elas são um
primeiro passo para evitar a publicação recorrente de equívocos grosseiros, que só demonstram o
desconhecimento da temática étnico-racial dentro das redações. Infelizmente, ainda majoritariamente
brancas”.




Por Silvia Nascimento (Mundo Negro)
Fonte: Mundo Negro
Uma publicação compartilhada por Entreviste um Negro (@entrevisteumnegro) em

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