Livro barato é no SubMarino

31 de dez. de 2019

REVEILLON DE 1956




SOCIEDADE

Escreveu EME PÊ[1]

        Ajeitei o colete e segui rumo ao aristocrático Tênis Club, a fim de passar as últimas horas do ano de 56 e receber esperançosamente “1957”, em companhia da sociedade local. Logo na entrada do Clube, encontrei-me com Washington Trindade, que me convidou a sentar à sua mesa. Precisamente zero hora, o ambiente transformou-se em Carnaval. 

Aí então pude notar com que alegria a srta. Terezinha Bulos despedia-se da vida de solteira. Os Drs. Aguinaldo Bezerra, Francisco Pinto e Alberto Oliveira, brincavam animadamente. Em meio à alegria reinante, recebi amável convite do sr. Carlos André Cerqueira Tourinho, para que fizéssemos um brinde às srtas. Maria Ângela, Ana Maria Oliveira e dra. Maria Eunice Oliveira. 

Grande foi minha surpresa quando a srta. Beíca me ofereceu um cigarro americano, colorido. Honrou com sua presença esta festa, o sr. Artur Andrade, que foi escolhido um dos 10 mais elegantes de Aracajú. Representando a nova geração de brotos, lá estava Sonia Sarkis ostentando elegantíssimo vestido. 

Pena que todos não pudessem observar o seu vestido, pois a mesma permaneceu quase todo o tempo sentada, por sua livre e espontânea vontade, convém esclarecer.  As srtas. Anita Morais e Denise Contreras trajavam elegantíssimos vestidos de gaze. As sras. Edithe Boaventura e Wilma Lima, trajavam lindos vestidos de renda.

A sra. Lourdes Nogueira Assis, merece registro especial, pois seu vestido em tafetá natural e gaze, estava simplesmente encantador. Forte candidata às 10 mais elegantes de Feira.

Notei ainda a presença do sr. e sra. Fernando Alves, sr. e sra. Willy Azevedo e sua flôr azul, a srta. Lolita, srtas. Marisa Souza, Juracy Simões, Ana Lúcia Lacerda, Lúcia Cerqueira, dr. Jakson Amaury, Fernando Bulos José e Manoel Falcão, Dorival Dórea, além de outras pessoas. Apesar das mil maravilhas que me rodeavam, não estava eu completamente feliz, lamentado a ausência do casal Guilardo Portugal. Às 6 horas da manhã, dirigi-me para casa, recebendo no corpo cansado, os primeiros raios do sol de 57.


[1] ME PÊ, como está assinado na coluna de Eme Portugal, o colunista social mais famoso de Feira de Santana. Matéria publicada em janeiro de 1957 no jornal “Folha do Norte”.

Fonte: Santanópolis

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