Livro barato é no SubMarino

20 de nov. de 2019

“Que a minha cor não me condene”.




Amigos (as) ouçam a História,
Quem inventou não fui eu,
Apenas fiz um relato,
De tudo o que aconteceu,
O mundo foi dividido,
Entre opressor e oprimido,
E o nosso povo sofreu.

Portanto é interessante,
Compreender a trajetória,
De um passado lamentável,
Que guardamos na memória,
Dentro do navio negreiro,
Quantas vidas se perderam,
E muita gente ignora,

A partir do século XV,
Por ambição e poder,
A Europa despertou,
Vontade de conhecer,
O continente africano,
E transformou ser humano,
Em coisas para vender.


Investiam sem ter dó,
Massacrando uma cultura,
Quando havia resistência,
Combatiam com a tortura,
Em um trajeto desumano,
Milhares de africanos,
Embarcavam na aventura.
                
No comercio ultramarino,
Que se fez com Portugal,
Pau-Brasil, açúcar e ouro,
Algodão, tabaco e sal,
Tudo fez parte do plano,
Mas o escravo Africano,
Foi o produto principal.

Como coisa o Africano,
Foi jogado no navio,
Privado da liberdade,
Naquele espaço sombrio,
Em um percurso assassino,
Sabia que o seu destino,
Era sofrer no Brasil.

Chegando aqui no Brasil,
Sofreu diversas torturas,
Mas o negro foi sujeito,
Combatente com ternura,
Negociou muitas vezes,
E quando não se conteve,
Provou a sua bravura.

Mesmo assim o africano,
Foi sofrido e torturado,
Como coisa foi vendido,
Como bicho foi matado,
Nunca foi independente,
E só comparado gente,
Quando era condenado.

E tudo isso porque,
A sua cor lhe acusava,
A pele já definia,
Quem era que comandava,
Para qualquer cidadão,
Ser vítima da escravidão,
Ser preto apenas bastava

Porque a classe opressora,
Manipulando o cenário,
Disse que branco era lindo,
E preto era ordinário,
Aqui eu digo e repito,
Ser preto é ser mais bonito,
É isso, e sem comentário.

O negro deve ter orgulho,
Manter a sua autoestima,
A nossa História de luta,
É algo que nos fascina,
Mulata, Preta ou Morena,
A pele não nos condena,
Não julga nem descrimina.

A nossa História é de lutas,
E de vitórias também,
Nós nunca fomos passivos,
Disso vocês sabem bem,
É só lembrar de Zumbi,
Para quem quer descobrir,
A força que os negros têm.

Infelizmente tem gente,
Agindo com preconceito,
E para estes eu digo,
Nós exigimos respeito,
Engulam essa exclusão,
Respeitem a constituição,
Negro também tem direito.

Pois ninguém pode negar,
Que o negro contribuiu,
Porque do muito que temos,
Foi ele quem produziu,
Para quem tem preconceito,
Repito: exijo respeito,
Com os pretos desse Brasil.

Pois fico indignando,
E não posso me convencer,
Que pela cor da sua pele,
Alguém defina você,
Ninguém se faça de santo,
Pois fede o preto e o branco,
Depois que a gente morrer.

Portanto digo e repito,
Que não aceito conclusão,
Os negros foram os heróis,
Diante da exploração,
E deixo aqui registrado,
O que nem sempre é contado,
Do tempo da escravidão.

Ainda bem que há tempo,
A gente já acordou,
E vamos firmes na luta,
Mostrando o nosso valor,
E vale aqui ressaltar,
Não vamos mais aceitar,
O preconceito de cor.

Muito obrigado a quem pôde,
Minha mensagem escutar,
Mas antes de concluir,
Eu quero apenas lembrar,
Negro também tem direito,
Enquanto houver preconceito,
Nós vamos ter que lutar.

Produção: Justino Nunes, poeta e historiador.

20 de Novembro dia da consciência negra.




Enviado por Juliana Soares

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