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17 de ago. de 2019

Pesquisadores baianos criam sistema único capaz de simular patologias cardíacas


Quando se fala em saúde, todo mundo sabe que qualquer descuido pode ser fatal. Por isso, os cursos da área buscam tornar cada vez mais reais as dificuldades da rotina desses profissionais. Através deste princípio, um grupo de pesquisadores do Polo de Inovação de Salvador (PIS), unidade do Instituto Federal da Bahia (IFBA), com sede no Parque Tecnológico, desenvolveu para a empresa Algetec, com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), um sistema de simulação de patologias do coração capaz de reproduzir ou imitar determinados aspectos reais com pacientes que sofrem problemas cardíacos como, por exemplo, um infarto.

O simulador de paciente é composto de tórax e cabeça, do qual gera todos os sinais elétricos de eletrocardiograma (ECG) que um monitor cardíaco capta no corpo humano. Além de possuir estrutura mecânica e eletrônica que demonstram dados simulados sobre a situação, um aplicativo interativo permite ao professor programar a simulação de eventos para o aluno treinar ações terapêuticas, enquanto acompanha a evolução do quadro clínico em função do tratamento adotado.
De acordo com Josemir Alexandrino, professor de eletrônica, que esteve à frente do projeto, este simulador suporta manobras clínicas como massagens cardíacas, recebe a aplicação de descarga elétrica e reproduz os sons característicos dos batimentos cardíacos. “Muitos desses produtos que estão no mercado atualmente limitam os estudantes ao modelo virtual fornecido pelo próprio fabricante que não gera sinais elétricos do ECG. Isso pode levar à falta de experiência por parte do profissional na hora de lidar com a situação real”, explicou.

O produto, que foi concluído em abril deste ano, já está em fase de testes, para que futuramente possa ser comercializado. O trabalho surgiu de uma parceria entre a Algetec e o IFBA, onde os pesquisadores, que atuam no PIS, sugeriram o projeto devido ao teor didático com aplicação na área de engenharia que faz parte dos atributos da empresa. Segundo Josemir, o principal objetivo é melhorar o acesso aos simuladores de qualidade nas faculdades de medicina e saúde, pois, atualmente, os que possuem esse nível de tecnologia são importados e, por isso, custam caro. “Além disso, consideramos importante aproximar os futuros profissionais, que irão cuidar da vida da sociedade, dos obstáculos que ocorrem no dia a dia da profissão. Quanto maior o aprendizado, menor serão os erros que poderiam ser fatais”, destacou.

O trabalho foi desenvolvido no PIS, que está localizado dentro do Parque Tecnológico, administrado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). O Parque abriga em média 40 startups e representa as investidas do Governo do Estado em abrir espaço para que a comunidade científica baiana possa avançar através da inovação. Além do apoio da Algetec, o grupo composto por Handerson Leite, Hugo Silva, Josemir Alexandrino, Antonio Gabriel, Luiz Ritt, Ciro Fialho, Rafael Bispo, César Cunha Filho, Tamires Alves e André Rabelo recebeu financiamento da EMBRAPII.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma série de reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com a melhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação, segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redes sociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pauta deste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail comunicacao.secti@secti.ba.gov.br.

Fonte:Ascom Fapesb

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