21 de jun de 2019

Museu Casa do Sertão promove mostra sobre Santo Antônio e religiosidade



O Museu Casa do Sertão, localizado no Campus da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), convida a comunidade para a exposição ‘Antônio querido! História e religiosidade popular’. Aberta desde o dia 13 de junho, a mostra permanece em cartaz até 17 de julho, apresentando aspectos da religiosidade popular na devoção doméstica, com o uso de imagens do Santo Católico Santo Antônio.




A exposição ficará instalada no espaço do Museu denominado ‘Quarto dos Santos’, onde o público poderá apreciar peças como fotografias da construção da Igreja de Santo Antônio dos Capuchinhos, localizada em Feira de Santana, além da introdução de elementos relativos à devoção antonina. Dentre os elementos expostos, destaque para denominações do Santo, como o ‘Pai dos Pobres’ e o ‘Santo Casamenteiro.
Aos visitantes será distribuído material sobre aspectos da história que cerca Santo Antônio, inclusive em Feira de Santana, pois o município possui reconhecido culto, retratado em diversos logradouros com o nome do santo. Para além da observação da lista dos topônimos, a partir de pesquisas realizadas no acervo da Biblioteca Setorial Monsenhor Galvão do Museu Casa do Sertão, são apresentados registros de uma devoção antonina na região, conforme destaca a historiadora Cristiana Barbosa, do Museu Casa do Sertão.

Manifestações culturais

No verbete ‘Antônio’, do Dicionário do Folclore Brasileiro, Câmara Cascudo, historiador e antropólogo brasileiro, afirma este santo um dos de devoção mais popular do país.  Cascudo acrescenta que o culto antonino se divulgou e fixou ainda no período colonial e se difundiu através dos tempos.
Nas trezenas, período de treze dias oferecidos ao santo, inúmeras preces e leituras (sobre passagens da sua vida) são repetidas em paróquias, comunidades e em oratórios particulares do dia primeiro ao 13 do mês de junho, data celebrativa da sua morte. A religiosidade popular em torno da figura de Santo Antônio envolve manifestações culturais, como festa e lazer, trabalho e sobrevivência, doença e morte, amor, alegria e tristeza. Trata-se do modo do viver do povo, em especial dos seus devotos, e não curiosidades, comumente abordadas
O mês de junho para o nordestino, notadamente o sertanejo, é tempo de festa, quando o calendário de comunidades celebra os frutos do trabalho. Festa popular atraente e alentada por satisfação geral, repousa, também, na tradição católica de comemorar os santos com destaque para os louvores ao lisboeta mais brasileiro de todos, Santo Antônio, que inaugura o ciclo dos festejos juninos.

Fonte: Museu Casa do Sertão

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