Livro barato é no SubMarino

22 de jun de 2019

É mesmo que ver a cara de quem nasce no sertão.

Ilustração - “ Morte E Vida Severina” de Afonso Cerpa. Disponível em: https://colegiomoduloba.wordpress.com/2015/06/17/turmas-do-9oano-pesquisam-as-tradicoes-nordestinas/



Mote – Poeta Leonardo Bastião

Glosa – Nivaldo CruzCredo



Pele morena tostada,

Jeito muito cismado,

Olhar ‘descabriado’,

Com fala arrastada

Ligeirinho na caminhada,

Doidinho por oração,

Muito bom, de coração,

Honestidade das rara,

É Mesmo Que Ver A Cara

De Quem Nasce No Sertão.

O sol lá no ‘mêi’ do céu,

Suor na cara escorrendo

Enxada na terra rangendo,

Na cabeça tem o chapéu

E um pensamento cruel,

Que vem com a situação

De toda essa sequidão,

E pra seca se prepara,

É Mesmo Que Ver A Cara

De Quem Nasce No Sertão.

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