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22 de mai de 2018

Segunda edição da Campus Party Bahia bate recorde no número de mulheres participantes


Ao todo, cinco mil campuseiros e cerca de 80 mil pessoas passaram pela Arena Fonte Nova durante os quatro dias de evento. Público feminino passou dos 25% de 2017 para 42% neste ano | Foto: Paula Fróes/GOVBA

Salvador – Chegou ao fim a maratona de IoT, Blockchain, cultura maker, educação e empreendedorismo, que juntou cerca de 80 mil pessoas na Open Campus e 5 mil campuseiros em quatro dias na Arena Fonte Nova, em Salvador. Ao longo do período, os participantes tiveram a oportunidade de mostrar seus projetos, ter contato com investidores, fazer muito networking e ouvir de pertinho palestras com ícones como Richard Stallman – o papa do software livre; Mariéme Jamme, que por Skype, falou sobre seu projeto de transformar mais de um milhão de garotas em Coders até 2030; Daniel Silveira, baiano que vem ganhando fama no mundo dos games; além de Ricardo Cappra, Dado Schneider, entre tantos outros que integraram um time de peso, formado por 429 palestrantes.

Foram 300 horas de conteúdo, em uma programação 24 horas non-stop e com uma Internet de 20GB dentro da Arena. “Mais uma vez a Campus cumpriu seu papel, deixando um legado para a sociedade, mas principalmente aos jovens de Salvador, contribuindo com a imersão deles não apenas no mundo da tecnologia, mas em disciplinas como engenharia, ciências, artes, matemática, que estão diretamente ligadas ao futuro. Isso foi feito através das várias vertentes da programação que foi pensada para estes dias de evento, seja no espaço Educação do Futuro, oficinas de robótica ou nos hackathons realizados nestes dias. E mais do que isso, ajudando na promoção da inclusão digital por meio de iniciativas como o Include”, explica Tonico Novaes, diretor-geral da Campus Party Brasil.

Include – Projeto fruto de parceria entre o Instituto Campus Party e o Governo da Bahia, o Include consiste na criação e montagem de laboratórios de robótica para aproximar jovens (menores de 18 anos) moradores de comunidades carentes da tecnologia e que tem como objetivos, identificar talentos dentro de comunidades menos favorecidas do país, criar vias para que possam estudar em escolas especiais, encaminhá-los ao mercado de trabalho para que saiam com emprego após a participação no programa e, mais do que isso, prepara-los para que consigam levar soluções para a própria comunidade usando a tecnologia, sem depender da ajuda externa. “O Include nasceu na primeira edição da Campus Party Bahia. Em outubro do ano passado teve sua primeira unidade inaugurada, em Canudos. E nos próximos meses temos como meta abrir mais 15 novos laboratórios pelo Estado da Bahia, em comunidades como as de Candeia, Federação Engenho Velho (em Salvador), Camaçari, Lauro de Freitas, Cachoeira, Bairro Pernambués (Salvador), entre outras”, afirma Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party.

Público Feminino – Um dos grandes destaques da Campus Party Bahia 2018 foi o relevante aumento na participação do público feminino. Entre as 40 comunidades presentes ao evento, muitas eram formadas apenas por garotas. Esse movimento culminou com um crescimento da presença feminina, que passou de 25%, em 2017, para 42% neste ano – número recorde em todas as edições da Campus Party já realizadas há 11 anos no Brasil.

Sustentabilidade – A campanha criada pela Campus Party em parceria com o MCTIC culminou na arrecadação de 60 itens como monitores, CPUs e notebooks. Os equipamentos serão encaminhados para o Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC). Lá passarão por uma revitalização e serão distribuídos para postos do Programa Include e Telecentros espalhados pelo Estado.

Fórum Brasileiro de Ecossistemas de Startups – Pela primeira vez na Campus Party Bahia, o fórum contou com oito painéis, 30 convidados e representantes de diversos ecossistemas, contemplando mais de 1000 startups do país. O encontro resultou em um manifesto, com o objetivo de construir um ambiente representativo e integrado, no qual todos se conhecem, convivem, se entendem e trabalham unidos, onde as startups encontram suporte educacional e financeiro para crescer; um ecossistema inclusivo e forte, capaz de ajudar a transformar o país e diminuir a desigualdade social, alinhado com a economia circular e na fronteira tecnológica mundial. O fórum contou com a participação da ABStartups e Abastartups.

Open Campus –As famílias, estudantes e milhares de pessoas que passaram pela área Open, entre 17 e 20 de maio, encontraram uma intensa programação para se divertir e conhecer mais de perto o que são e como funcionam novas tecnologias. Para isso não faltaram atrações como as corridas e batalhas de drones, lutas de sumô e corridas disputadas por robôs, entre outras opções como os curiosos e inovadores projetos acadêmicos da Campus Future e as dezenas de startups da Startup&Makers. O espaço também foi palco de discussões e palestras, que trouxeram o que há de mais recente em educação, no espaço Educação do Futuro. “Um dos pontos positivos foi a oportunidade de mostrarmos a existência de uma tecnologia acessível na educação, que ajuda a tornar o aluno o centro do processo de aprendizagem e trabalhando diversas formas de construção do saber, inclusive brincando. Isso, contando com uma participação efetiva de país, alunos e educadores, diz Felipe Gonzales, coordenador do espaço.

Empreendedorismo - Quarenta startups participaram do programa Startup & Makers, cuja proposta é impulsionar e capacitar jovens talentos e empreendedores. Novos negócios de áreas distintas como agronegócio, comunicação, educação, entretenimento, finanças, tecnologia, saúde e varejo tiveram a oportunidade de apresentar seus produtos, testar mercados, aprender e ensinar para um público qualificado e ávido por curiosidades. Além disso, receberam mentorias, coaching e puderam interagir com investidores e diretores de grandes empresas que estiveram presentes no evento. Entre os destaques dessa edição ficaram as empresas Qrpoint, Sivirino e Selfhotel entre as selecionadas na categoria Growth Stage; e Mosquito zero, Pure e Solidareasy na categoria Early Stage.

Vale destacar ainda os projetos de destaque da Campus Future: Bengala Sensorial – Habeas Corpus, bengala eletrônica que emite vibrações para orientar portadores de deficiência visual sobre a presença de obstáculos; Dizziness App, app inovador que tem o objetivo de auxiliar no tratamento do mal da tontura e labirintite através do estimulo optocinético; e o Chuveiro Inteligente, sistema para ajudar na economia de água no banho, que interrompe o chuveiro automaticamente quando a pessoa começar a se ensaboar, foram premiados com o primeiro, segundo e terceiro lugar, respectivamente. 
Confira abaixo os principais números da Campus Party Bahia:

- Total de campuseiros:
 5.000
Barracas: 3 mil, sendo 2500 simples e 500 duplas
- Número de palestrantes: 429
- Número de horas de conteúdo: 300 horas
- Internet
-
Velocidade – 20 GBps
- Programa Campus Future
- 20 projetos universitários selecionados para participar do programa
- Programa Startup&Makers 
- 40 startups selecionadas (20 Growth Stage, 20 Early Stage)
- Mais de 45 horas de atividades
- Outros Números
Patrocinadores, Apoiadores e Media Partners – 48 empresas
Comunidades – 40
15 estúdios de jogos independentes
24 horas de programação non-stop
Jornalistas, blogueiros e profissionais de imprensa cadastrados para cobertura – Mais de 300
Sobre a Campus Party:
A Campus Party é a maior experiência tecnológica do mundo que reúne jovens geeks em um festival de inovação, criatividade, ciência, empreendedorismo e universo digital. A Campus Party conta hoje com mais de 540 mil campuseiros cadastrados em todo mundo, e já produziu edições em países como Espanha, Holanda, México, Argentina, Alemanha, Reino Unido, Argentina, Panamá, El Salvador, Costa Rica, Colômbia e Equador. O evento está presente no Brasil há dez anos.

Fonte: Virta Comunicação Corporativa

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