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17 de mai de 2018

Grande evento de danças circulares nesta quinta (17/05) em Feira de Santana


 

Na oportunidade de conclusão da segunda turma de Formação Básica em Danças Circulares com a Renata Ramos (Editora TRIOM/SP), focalizadora consagrada na história de expansão das Danças Circulares no país, o Centro de Formação Psicologia Para Todos, em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), oferece o Grande Baile Circular, para todos os membros da comunidade feirense e região interessados em participar.

Nesta edição, o Baile Circular surge na perspectiva de ampliar a divulgação das Danças Circulares em Feira de Santana e região a partir de vivências em roda e encontro de gerações, reconhecendo a importância dessa Prática Integrativa tanto para o contexto da Saúde, quanto para Educação e Cultura.

A proposta consolida um trabalho que já vem sendo desenvolvido no município de Feira de Santana pelo Centro de Formação Psicologia Para Todos desde 2017, reconhece o trabalho desenvolvido pela Focalizadora Renata Ramos ao longo de seus 25 anos de experiência na área, apresenta o desafio às novas focalizadoras de Danças Circulares de darem continuidade ao movimento em Feira de Santana e região, além de fortalecer as ações já desenvolvidas por programas e projetos, núcleos e grupos de pesquisa e extensão da UEFS no âmbito das práticas integrativas e complementares, bem como, numa perspectiva integral de sujeito.

Além disso, destaca-se nesta edição do Baile a continuidade de incentivo a uma prática solidária, sendo que desta vez, por se realizar na UEFS e em concomitância com a 1ª Re-União dos estudantes indígenas da UEFS, optou-se em arrecadar quilo de alimento em prol do alojamento dos vestibulandos Indígenas e Quilombolas, cuja Residência acolherá em julho/2018, no vestibular da UEFS, aproximadamente 245 vestibulandos, entre indígenas e quilombolas.

 A DANÇA CIRCULAR COMO PRÁTICA INTEGRATIVA E COMPLEMENTAR

Tendo em vista o ritmo acelerado em que vivemos atualmente, o volume de trabalho acumulado, a falta de tempo para organização de melhores modos de viver com saúde e qualidade de vida, além de práticas opressivas que ainda persistem nas relações humanas, a tendência é o processo de adoecimento se instalar, ainda que silenciosamente. A tendência é haver mais opção pelo isolamento, distanciamento de si e dos outros, medo, dentre outros aspectos que reforçam o processo de adoecimento psíquico.

Neste sentido, priorizar práticas que potencializam a integração, harmonia, autoconhecimento, solidariedade e cultura de paz, é necessário. A formação circular já coloca todos os participantes numa relação de igualdade na roda, em que cada singularidade se expressa livremente e pode trazer à tona as couraças e entraves que sutilmente bloquearam seus corpos ao movimento, à troca, à partilha, bem como, pode trazer emoções e qualidades significativas a serem desenvolvidas.

Nesta perspectiva que a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), instituída pela Portaria 971 GM/MS de 3 de maio de 2006, desenvolve suas práticas considerando o sujeito em sua totalidade (corpo físico, biopsicosocial e espiritual), sem perder de vista cada singularidade. O campo das práticas integrativas e complementares, portanto, sugere:

Prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com meio ambiente e a sociedade (BRASIL, 2006, p. 10 )

Por conta disso, inserir essas práticas no contexto de vida ao qual nos submetemos atualmente está cada vez mais necessário. Além disso, ter o reconhecimento da Dança Circular como uma Prática Integrativa e Complementar no Sistema Único de Saúde, através da Portaria 849, 27 de março de 2017, referenda os aspectos já anunciados. Entretanto, reconhece-se também a importância desse trabalho em diferentes contextos que se interrelacionam, como educacional e cultural. Sendo assim, urge a divulgação mais ampliada desse trabalho já iniciado em Feira de Santana e região, bem como, aproximações e oportunidades de vivências para que esta ambiência da roda na Dança Circular seja essencialmente percebida.

Portanto, sintam-se todos convidados a participar.

PROGRAMAÇÃO

DIA 17/05/2018
15h – Palestra: Danças Circulares: uma Prática Integrativa na Saúde, Educação e Cultura.
Focalizadora: Renata Carvalho Lima Ramos (TRIOM Editora e Centro de Estudos/SP)
16h – Vivências de Danças Circulares
Local: Auditório Central da UEFS
Entrada: 1kg de alimento não perecível em prol dos vestibulandos Indígenas e Quilombolas

Fonte: Amanda Novaes e Mariana B. Figuerêdo

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