FNO

1 de abr de 2018

Não há borracha que apague a lembrança do passado.

Ilustração: “Meu Coração” do Mestre Perro Ramos. Disponivel em: http://www.imgrum.org/…/15175…/916729477777212473_1517525656


Mote: Poeta Bebéde Natércio
Glosa: Nivaldo CruzCredo


A espera das férias de verão,

Empenho para passar direto,
O buscar o conceito reto,
Só para ir para o sertão
E lá andar de pé no chão,
Sem medo de ser reprovado,
Sem receio de ficar calado,
Isso sem preço que pague,
Não há borracha que apague,
A lembrança do passado.

Vivendo no meio do mato,

Sem sequer ter energia,
Só mesmo a luz do dia,
Pela noite para o trato
Fifó fumaçando retrato,
Mas tudo era aprovado,
Testando e sendo testado
No lavado e no em chague,
Não há borracha que apague,
A lembrança do passado.

Assim aprendi a ser gente,

Em sua essência verdadeira,
Sem falsidade e sem besteira,
Feito e forjado na terra quente,
De uma riqueza tão presente,
Em cada ser ali fincado,
Na pureza e sem pecado,
Sem tristeza e sem alargue,
Não há borracha que apague,
A lembrança do passado.

Toda essa simplicidade,

Fez de mim o que sou
E o meu destino traçou,
Descobriu-me pra verdade,
De servir a honestidade,
Sem me curvar pra doutor,
Seja importante, quem for,
Se é pra vir que apazígue,
Não há borracha que apague,
A lembrança do passado.

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