19 de dez de 2017

Correndo pelas estradas nas quebradas do sertão.

Xilogravura - “Luiz Gonzaga” do Mestre José Lourenço. Disponível em: http://www.radiouniversitariafm.com.br/noticias/36-anos-de-historia-no-reouvindo-o-nordeste/


Mote – Poeta José Vieira
Glosa – Nivaldo CruzCredo

Me Correu água do zói
Quando eu vi de acolá,
As coisa do meu lugar,
A saudade “vêi” de mói,
Que me aperta e até dói
Bem dentro do coração,
É grande e forte emoção
Dessas bem desandadas,
Correndo pelas estradas
Nas quebradas do sertão.

Quando vi na minha frente
A casa que vovô morava,
Onde a gente brincava,
Fiquei tonto de repente,
Uma saudade deferente
Quase me botou no chão,
Eu senti mesmo o apertão
Das histórias mal contadas,
Correndo pelas estradas
Nas quebradas do sertão.

Foi muito tempo perdido
Vivendo na tal cidade,
Com uma falsa liberdade,
De tudo, tudo era iludido,
Era mundo de fingido,
Deferente de cá do torrão
Onde a gente é tudo irmão,
Vivendo de mãos dadas,
Correndo pelas estradas
Nas quebradas do sertão.


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