18 de out de 2016

Parque Castro Alves ganha Casa de Farinha tradicional para ações educativas



Uma típica ‘casa de farinha’ nordestina foi construída no Parque Histórico Castro Alves (PHCA), antiga fazenda onde nasceu o poeta baiano, localizada no município de Cabaceiras do Paraguaçu e que hoje é um dos museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC). “A ideia é promover ações educativas durante a Semana de Ciência e Tecnologia promovida neste espaço até este sábado (22) como integrante do projeto ‘Cultura na agricultura: Mandioca entre a tradição e a ciência’”, diz a coordenadora de Mobilização e Parcerias Institucionais do IPAC, Milena Rocha.

O projeto do IPAC foi vencedor do edital nº 01/2016 da Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social (Secis) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e proporciona diálogo entre museus, população, órgãos municipais, estaduais e federais na Bahia, através de palestras, exibição de vídeos e educação patrimonial. As atividades acontecem até sábado, dia 22, simultaneamente, em Cabaceiras, Salvador e Jequié. A entrada é gratuita e aberta a qualquer interessado. Programação ANEXA.

Além da casa de farinha, foi feita no mesmo terreno do PHCA uma plantação de mandioca ao lado. A planta, da espécie Manihot esculenta é um arbusto cuja raiz detém a terceira maior fonte de carboidratos nos trópicos, depois de arroz e milho, sendo um dos principais alimentos básicos no planeta, existindo na dieta básica de mais de meio bilhão de pessoas em todo o mundo.

PROCESSO e PRODUTOS Depois da colheita da raiz, a mandioca é levada direto da roça para a casa de farinha, onde é descascada e colocada na água para amolecer e fermentar. Em seguida, a raiz é triturada ou ralada em pilão ou no ralador. A mandioca ralada vai para um cocho, sendo depois prensada para retirar um líquido venenoso, resultante da fermentação. Depois de peneirada e torrada, a farinha está pronta para o consumo. Já a massa da mandioca, que decanta durante a fermentação, é utilizada como goma, para passar roupas, ou para a fabricação de alimentos, como mingaus, papas, sequilhos, bolos e tapioca.

Na casa de farinha as tarefas são divididas: geralmente, os homens são responsáveis pelo processo de arrancar a mandioca da roça e transportá-la para a casa de farinha. As mulheres e as crianças raspam os tubérculos e extraem o amido ou polvilho. O trabalho se estende pela noite, quando acontecem as chamadas farinhadas. Aparecem os sanfoneiros, violeiros, dançadores e entre goles de cachaça, café com beiju e muita alegria, o trabalho continua até a madrugada.

CASTRO ALVESLocalizado a 170 km da cidade de Salvador, o Parque Histórico Castro Alves é um museu biográfico do IPAC que funciona em um espaço com 52 mil metros quadrados. Situado na Fazenda Cabaceiras, onde morou Castro Alves (14.03.1847 – 06.07.1871), o museu foi inaugurado em março de 1971, por ocasião do primeiro centenário da morte do poeta baiano. É o lugar ideal para o público conhecer, pesquisar e mergulhar no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil.

Além de acervo de mais de 380 objetos que pertenceram a Castro Alves e seus familiares, formado por fotografias, cartões-postais, manuscritos, livros, indumentárias, adornos pessoais, utensílios domésticos e artes visuais, o Parque Histórico dispõe de auditório aberto com capacidade para 200 pessoas e biblioteca. O parque também comemora anualmente o aniversário de Castro Alves com um festival de declamação de poesia.

Acesse o folder do PHCA: http://goo.gl/UxHSsT. Conheça os Museus do IPAC: www.ipac.ba.gov.br/museus. Assista visita virtual aos Museus do IPAC: http://goo.gl/HriC4J. A visitação ao parque acontece das terças-feiras às sextas-feiras, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 14h. O endereço é na Praça Castro Alves, nº106, Cabaceiras do Paraguaçu, telefone (75) 3681-1102. Acesse: www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’, twitter ‘@ipac_ba’ e instagram ‘@ipac.patrimonio.


Assessoria de Comunicação – IPAC
Jornalista responsável Geraldo Moniz de Aragão (DRT-BA nº 1498)
Coordenação de Jornalismo e Edição: Marco Cerqueira (DRT-BA nº1851)
Texto-base e entrevistas: Cecília Oliveira (estagiário Jornalismo)

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