Fotos: Jaime Sampaio
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| Africania |
A
banda Africania subiu ao palco entoando a canção “Exu Bará”, com o Museu de
Arte Contemporânea (MAC) mais repleto de pessoas do que a 1ª edição. Com
percussão intensa, o grupo foi ovacionado com palmas pelo público, que estava
diversificado. Viam-se crianças, jovens e adultos.
A
bacharel em direito, Rhanna Rosa, que foi pela primeira vez ao Música no Museu
demonstrou predileção por Africania e falou que “ sabia que Africania estava na
programação e costumo acompanhar a movimentação cultural de Feira de Santana.
Vim por causa dessa atração. Não conheço o trabalho de Patrícia Polayne, mas me
falaram bem do trabalho dela, assim como a Sal, acho a estética interessante. A
ideia da gente ver projetos da cidade contemplados é raro, porque ficam muito
concentrados em Salvador. Acho importante as pessoas participarem”.
Nômades por natureza, assim se define Africania. Bel da Bonita, vocal e percussionista do grupo, explicou sobre as origens e influências dos vários ritmos. Ele disse que com sua peregrinação por alguns lugares observou jeitos de tocarem, de dançarem, os folguedos. E que a raiz da batida vem, dentre outras atuações, dos blocos de afoxé de rua, dos terreiros de candomblé, de Dorival Caymmi, de Luiz Caldas e Armandinho. Bel também expressou a importância do projeto para a cidade afirmando que este é uma espécie de redenção para a música autoral no município.
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| Banda Sal |
Segunda atração da
noite, a Sal apresentou alguns repertórios novos, fazendo o público se
aproximar para sentir de perto a afetação, a psicodelia e os signos indizíveis
que a banda transmite. Sob a sigla “som, arte, liberdade”, que caminha pela
ampliação de sentidos, a música Sal, segundo Kleyde Lessa, vocalista, é envolta
num mistério que é próprio do grupo. “É difícil se filiar a determinado
artista. Gostamos de vários e procuramos não seguir propriamente nenhum.
Buscamos avançar no nosso próprio movimento. Vamos de encontro à natureza dos
talentos individuais de cada membro da banda”, explicitou ela, que acrescentou
a importância do Música no Museu na sua carreira, já que este abriga produções
inéditas, formando plateia e a Sal já participou outras vezes do projeto.
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| Patricia Polayne |
Encerrando a noite,
Patrícia Polayne encantou os olhares de quem ficou até o fim dos acontecimentos.
Vinda de uma mistura de funk, samba e hip hop (no Rio de Janeiro), atrelando
essas vivências com ritmos nordestinos (em Aracaju), ela enfatizou a influência
do Cocteau Twins na sua carreira. Endeusou
também Elis Regina. A cantora e compositora disse que “Elis mexe sensorialmente
comigo, é uma diva da voz”. Com apenas 20 anos, Patrícia conquistou o prêmio
“Canta Nordeste”, o mais marcante de sua vida, devido à impulsão musical.
Um
show curioso, intimista, detalhista, tanto em seus detalhes de enquadramento
visual, como espiritual, como se definiu a cantora. Como momento final, o
público assistiu ao momento singular no qual se reuniram no palco com Patrícia
Polayne, Kleyde Lessa e Bel da Bonita.
Este
projeto tem o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de
Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.
Em parceria com a Cúpula do Som, Museu de Arte Contemporânea (MAC), Fundação Municipal Egberto Costa e Secretaria de Cultura de Feira de Santana.
Em parceria com a Cúpula do Som, Museu de Arte Contemporânea (MAC), Fundação Municipal Egberto Costa e Secretaria de Cultura de Feira de Santana.
por Laísa Melo
Ascom Cúpula do Som




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