29 de jan de 2016

MP recomenda monitoria do IPAC na Festa do Senhor dos Passos

Foto: Geraldo Aragão

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP) expediu recomendação para assegurar o monitoramento que o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) faz da Festa do Bom Senhor dos Passos em Lençóis (448 km de Salvador), Chapada Diamantina, até a próxima terça-feira (2). A recomendação foi encaminhada à diocese da Igreja Católica em Irecê, à qual está vinculada a Paróquia de Lençóis. O IPAC é órgão do governo estadual vinculado à Secretaria de Cultura (SecultBA).

Segundo o Promotor de Justiça, Augusto César Carvalho de Matos, autor da recomendação, na edição da festa no ano passado (2015) a paróquia afastou a Sociedade União dos Mineiros da organização do evento e alterou características tradicionais da manifestação por considerá-las profanas. “Isso pode comprometer a pesquisa do IPAC e, consequentemente, a conclusão do processo de registro da Festa como Patrimônio Imaterial da Bahia”, afirma Carvalho de Matos.

150 ANOS – A recomendação deve obrigar a diocese a obedecer as normas técnicas que preveem a preservação da manifestação religiosa-cultural que já existe a mais de 150 anos na região. “Diante da eminência da perda por imposição da diocese, o MP se viu compelido a abrir inquérito público com objetivo de garantir a pesquisa e o registro, para evitar uma perda irreparável”, alerta o promotor Carvalho de Matos.

Para o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, a gestão e proteção dos patrimônios culturais, sejam materiais ou imateriais, tem que contar com o apoio de diversos órgãos e instrumentos públicos. “O MP é peça fundamental nas articulações e negociações com os diversos segmentos da sociedade em benefício dos bens culturais da Bahia”, comenta o dirigente estadual. Segundo ele, muitas vezes os trabalhos do IPAC enfrentam dificuldades de pessoas ou instituições que não entendem a amplitude e importância dos patrimônios culturais.

DOM MURILO KRIEGER – “No caso da Igreja Católica, que é proprietária de bens culturais inestimáveis na Bahia, como prédios religiosos, já estamos em constante contato com o arcebispo primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, para trabalharmos em parceria”, relata João Carlos de Oliveira. Desde abril do ano passado o diretor do IPAC vem mantendo reuniões com a Arquidiocese de Salvador.

“A riqueza cultural da Bahia é imensa, não somente do patrimônio arquitetônico–religioso, como das celebrações populares; por isso, precisamos unir esforços para a sua conservação e proteção”, disse Dom Murilo, numa das reuniões com o diretor do IPAC no ano passado. Presente na história brasileira, desde a chegada dos portugueses, no século XVI, a Igreja Católica e as suas irmandades religiosas, herdaram imóveis, monumentos e grandes áreas nas malhas urbanas das cidades baianas.

Entenda as ações do IPAC em Lençóis e a parceria com a Arquidiocese nos textos que você acessa nos links: http://goo.gl/PzYuU4 e http://goo.gl/pkJvSH. Mais informações na Dipat/IPAC, via telefones (71) 3117-7496 e 3117-7498, e endereço dipat.ipac@ipac.ba.gov.br. Dados sobre o IPAC no site www.ipac.ba.gov.br, facebook ‘Ipacba Patrimônio’ e twitter ‘@ipac_ba’.
  
Fonte: Assessoria de Comunicação – IPAC
Jornalista responsável Geraldo Aragão (DRT-BA nº 1498)
Entrevistas e texto-base: Tiago Estigarribia e Alan Alexandria (estagiários de Jornalismo)

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