8 de abr de 2016

Palco Quilombola no Maneca Uma interação dúbia

Foto: Micareta Feira


Este ano a prefeitura de Feira de Santana, em conjunto com a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, decidiram pela transferência do Espaço Quilombola da avenida João Durval para a Presidente Dutra, onde acontecem os desfiles de trios.

É uma inovação da Micareta 2016, que se localizará entre a avenida Maria Quitéria e a rua Comandante Almiro. Depois da metade do circuito. A promessa é de uma estrutura que comporte exibições musicais de forma adequada. Contudo, quando um trio estiver se aproximando, como ficarão os ajustes?

Em que ocasião o artista terá que parar de executar sua apresentação em detrimento de um trio? A intenção pode ter sido boa, mas como ficará a logística do trato entre os artistas, de que forma isso foi pensado, é um ponto crucial que pode gerar insatisfações.


A depender dos intervalos entre um trio e outro, a dispersão do público é clara. O show de um artista pode ser fragmentado em um momento indevido, já que este geralmente se prepara pensando em seguir uma logicidade musical, de acordo com sua mostra. Alguma atração do espaço citado pode até se sujeitar a diminuir seu show, não sabemos. Mudanças de horários também podem ocorrer.

É uma série de prejuízos ou alterações que podem acontecer em cima da hora. O(a) cantor(a) é que não gosta. Nem também uma plateia específica, que às vezes está ali apenas esperando para ver um determinado artista. São as desorientações de uma Micareta que está para acontecer. Num evento que é realizado há tanto tempo não deveriam suceder algumas falhas.

A visibilidade de uma festa dessa é tamanha. E os erros devem ser mínimos. Estão mirando os acertos. Antes mesmo de a folia começar, estão contornando erros. É o caso do BRT, sistema de transporte que tem gerado inúmeras discussões. Um sistema no qual foram apontadas falhas durante realização de obras. E agora o tráfego. Muitos querendo saber como ficará a viabilidade durante a festa. No dia a dia já causa transtornos, pela demora que apresenta na construção, já que a administração municipal resolveu seguir adiante, mesmo diante de todas adversidades surgidas no caminho que vão desde um lençol freático que promete atrasar ainda mais a entrega, visto que, a drenagem do mesmo é um processo bem delicado e demorado, até as várias ações judiciais movidas por diversos órgãos oficiais em esfera estadual e federal, como também movimentos sociais organizados na sociedade civil.

Quanto ao Espaço Quilombola, ao mesmo tempo que se procura atender reivindicações, parece que não se pensa na melhor forma de resolução. E sim de poupar demanda de tempo ao conversar com uma categoria. A um pedido deve ser dada atenção e mais do que isso. Devem ser feitas análises. Fica a expectativa para que a musicalidade regional seja respeitada.



Por Laísa Melo 

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