21 de mar de 2016

Sindicato quer saber o grau da desigualdade de gênero no jornalismo

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal quer saber qual o grau de desigualdade de gênero no jornalismo brasileiro. Diante disso, a entidade lançou pesquisa para avaliar o cumprimento dos direitos das mulheres dentro das redações e assessorias de imprensa, além da incidência de casos de assédio moral e sexual, machismo, racismo e preconceito com mulheres gestantes. O trabalho foi lançado no Dia Internacional da Mulher, 8 de março.
desigualdade-pesquisa-sindicatoPesquisa quer levantar dados sobre assédio e preconceito contra jornalistas mulheres (Imagem: Reprodução)A entidade informa que, embora as mulheres sejam maioria nas redações brasileiras, chegando ao percentual de 64% da categoria, elas ainda recebem salários menores que os colegas homens, além de não aparecerem no posto de comando de várias publicações ou assessorias de imprensa, sendo o sexo masculino responsável por ocupar cargos de diretoria e definir a linha editorial.
Assim, o sindicato quer identificar como as mulheres jornalistas têm sido tratadas nos ambientes de trabalho e quais são suas principais queixas. "O questionário possui perguntas rápidas e fechadas. O objetivo é que o instrumento aponte números desse universo e também dê luz a novas ações da entidade direcionadas especificamente para as jornalistas", explica o texto de divulgação.
No total, nove perguntas são feitas. Não é preciso se identificar ou colocar o nome da empresa empregadora. O questionário pode ser acessado por meio deste link. Além da pesquisa, a entidade do Distrito Federal vai lançar no final do mês o Coletivo de Mulheres Jornalistas. A iniciativa contará com uma mesa de debates que tratará de temas como condições de trabalho e feminilização da profissão, machismo, racismo, assédio moral no ambiente de trabalho, imagem da mulher na mídia e outras temáticas de gênero.
Fonte: Comunique-se

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